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Jobless? A Arte de Sobreviver na Rua

Após um ano na África do Sul resolvi retratar não só os moradores de rua, mas também as pessoas simples que vivem em favelas (aqui chamadas de “Townships”) e pessoas que moram em beiras de estradas e sobrevivem pedindo dinheiro, prestando serviços ou vendendo produtos para quem passa por lá.
Pessoas criativas que encontraram nas dificuldades uma forma de sobreviver.

Fiz uma versão do livro com o IBook Author, para IPad e outra em PDF, com menos recursos, mas que pode ser lido em qualquer computador.

Jobless? é gratuito na iBookstore, mas infelizmente não está disponível na loja brasileira (por limitação da própria Apple). Para ser visualizado, é preciso o iBooks 2 rodando em iPads com o iOS 5.0 ou superior.

Clique aqui para baixar a versão em PDF Jobless?

Aqui uma versão com o texto em inglês para IPad.

 

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Tugela Falls – Segunda cachoeira mais alta do mundo

Quarta-feira fui de moto para Tugela Falls, a segunda mais alta cachoeira do mundo.

Ela só perde para Angel Falls na Venezuela, e por poucos metros, ela tem 948 m contra 979 m da Venezuela.

Fica em KwaZulu-Natal na cordilheira de Drakensberg na fronteira com o Lesotho.

É um lugar maravilhoso, as montanhas cobertas de neve não lembram em nada a África do Sul.

Ela é muito pouco divulgada, mas agora está sobre nova direção que promete equipar melhor o lugar.

São 360km de Johannesburg, numa rota maravilhosa.

Para entrar no parque, você paga por volta de R$ 10,00 e lá você tem 3 opções, passar o dia, dormir no lodge ou dormir na base que tem no início da trilha, lá é apenas um quarto com cerca de 5 beliches e um banheiro, não tem luz elétrica e é congelante, como não fui preparado com sleeping bag e cobertor optei pelo lodge, custa cerca de R$ 100,00 por noite com café da manhã.

A caminhada tem cerca de 14 km para ir e mais 14 km para voltar, é íngreme e  bem esburacada.

Como fui sozinho e cheguei por volta das 14h, achei melhor não fazer a trilha completa neste dia, andei por volta de 16 km no total.

Para minha surpresa, no meio do caminho encontrei uma equipe de televisão fazendo um documentário e o apresentador é o Charley Boorman, um louco que já tinha que eu já havia visto no documentário Long Way Down, no qual ele vai da Escócia até a Africa do Sul de moto com o ator Ewan McGregor.

Comprei o DVD deste documentário antes da minha viagem pela Garden Route.

Este novo documentário se chama Extreme Frontiers – South Africa.

Ele e sua equipe foram muito simpáticos, eles foram equipados para passar a noite na cachoeira, uma loucura, nesta noite a temperatura chegou há -3 graus.

No dia seguinte peguei a trilha bem cedo, e após 16 km caminhando, me deparei com uma escada muito longa e perigosa na subida final.

Como estava sozinho, achei prudente não continuar, mas por sorte escutei a equipe que estava retornando, eles falaram para eu não prosseguir, pois era muito perigoso e a vista era pouco diferente de onde eu estava.

Então retornei com eles, o passeio é maravilhoso, vale muito a pena, mesmo que seja apenas para fazer os primeiros metros da trilha.

Espero retornar lá com mais companhia, para alcançar o cume.

Alguém interessado?

 

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1.200km numa BMW em 2 dias

Esta semana realizei um sonho de infância, fazer uma viagem de moto acampando pelo caminho.

Fui sozinho, com uma BMW F650GS, uma barraca e uma bela e pesada mochila.

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Saí de Joanesburgo, na África do Sul e fui em direção a Panorama Route, no norte do país.

Esta rota é considerada uma das 10 maiores atrações da África do Sul, ela fica na região do Blyde River Canyon, o maior cânion verde do mundo, e vai até o Krugger Park.

Minha primeira parada foi após 266km em Waterval Boven, uma pequena cidade que tem uma magnífica cachoeira e um antigo túnel de trem desativado.

Por sorte os seguranças autorizaram que eu entrasse no túnel com a moto, muito legal.

Depois fui para Sudwala Caves, um conjunto de cavernas considerado um dos mais antigos do mundo, vale a pena uma visita guiada, eles tem muitas histórias para contar.

Aproveitei para almoçar por lá.

Próxima parada foi o Three Rondavels, três montanhas maravilhosas.

É um precipício inacreditável, um sonho para quem faz base jump, que não é o meu caso.

Antes, passei por God’s Window e o Pinnacle Rock, mas como estava com a mochila muito pesada, não entrei para ver, resolvi que voltaria no dia seguinte para apreciar com calma.

A maioria das atrações, como a vista para estas montanhas é paga, muito barato, por volta de R$ 2,00.

Após esta vista, fui para o Forever Resorts Blyde Canyon, um resort com chalés, restaurante e uma área para camping.

Totalizando 500km no primeiro dia.

Foi a primeira vez que acampei na vida, confesso que não gostei muito, talvez por estar sozinho.

O camping estava meio vazio, passei um pouco de frio e fiquei um pouco amedrontado, apesar de ser em um resort fechado, durante a noite é muito silêncio, quebrado apenas pelos gritos dos babuínos e pelo vento.

Na manhã seguinte fui ver o nascer do sol em uma montanha no camping que tem vista para o cânion e depois voltei para ver o God’s Window e o Pinnecle, mas infelizmente tinha uma neblina muito densa que não se enxergava dois metro à frente.

Dica: se passar por lá e o dia estiver aberto, NUNCA deixe para depois! 😦

Então fui para Lisbon Falls, Berlin Falls e Bourke’s Luck Potholes, uma formação do rio, onde a correnteza fez diversos buracos redondos nas rochas, nunca vi nada igual.

Voltei para o camping e recolhi tudo para a próxima parada, The Big Baobab, uma árvore gigante com aproximadamente 6.000 anos, ela é a única no mundo com um bar dentro.

Lá também é um camping, onde pretendia dormir, e ficava a apenas uns 180 km do resort.

Mas no meio do caminho recebi uma ligação da minha faxineira, dizendo que estava em casa e não conseguia trancar a porta de jeito nenhum, não tendo outra opção, achei melhor pedir para ela encostar a porta e voltar para casa.

Como já tinha feito um passeio grande pela manhã, o dia totalizou 700km, muito cansativo, foram quase 13 horas na moto com algumas paradas.

Mas o sonho foi realizado e pretendo voltar de carro com a minha mulher para ver este cenário novamente.

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Motorista em Joburg

Um dos principais problemas que vejo na África do Sul é o meio de transporte.

Para quem vem para Johannesburg os taxis são difíceis de achar e de confiar, os ônibus são perigosos e as lotações são impossíveis para os turistas.

Alugar carro não é caro, mas tem um porém, a mão inglesa, ela a primeira vista é bem confusa e desafiadora, mas no segundo dia vai ficando mais fácil.

A minha dica é um motorista que conhecemos aqui, o Sydney, ele tem uma van muito confortável, é muito simpático e pode fechar o valor por passeio ou por diária.

Ele fala inglês, português, francês e alemão.

Seguem os contatos dele:

Sydney Sachiwo

sydney@nzewetours.co.za

Para ligações do Brasil

+27 82 508 7265

+27 72 807 5961

Para ligar da África do Sul

072 807 5961

 

 

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Imagens incríveis da amizade de um cachorro com um leão.

Fomos a reserva de Tshukudu a 500 quilômetros de Joanesburgo para fazer uma matéria sobre a amizade de um cão e um leão.

Foi até agora a experiência mais emocionante que tive aqui na África!

Clique aqui para ver o video no site da Record:

http://videos.r7.com/r7/service/video/playervideo.html?idMedia=4f3866163d14e7a2e7a07917&idCategory=61&embedded=true

 

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Um ano morando na África

Semana que vem faz um ano que estou morando em Johannesburg na África do Sul com a minha mulher Adriana Bittar.

Foi um ano muito intenso com muitas novidades, aventuras e emoções.

Passamos por muitas dificuldades e contamos com novas amizades para superá-las, amizades que tenho certeza que serão para sempre.

E acho que o nosso maior aprendizado aqui é que precisamos viver pensando mais em nós mesmos, e não no que os outros vão achar.

Se você tiver caráter, não importa como você vai se vestir ou onde você vai comer, o que importa é se você vai estar feliz desta forma.

Não significa que temos que abrir mão de comprar uma coisa de marca ou de ir jantar em um restaurante mais sofisticado. Mas se assim fizermos, isso não pode se tornar uma obrigação. Precisa ser um prazer.

Recomendo muito que todos procurem uma forma de viver fora do seu País por pelo menos 6 meses, e assim ter tempo de repensar na vida e avaliar se o rumo que ela tomou era o que você sonhava.

Pode ter certeza que ainda há tempo de mudar.

Uma frase na qual procuro me guiar é:

“life’s a journey not a destination”

Nossa experiência está sendo incrível e ainda temos um ano pela frente…

Fiz um video para tentar resumir nosso 2011:

 

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A estrada mais bonita que já conheci!

Neste fim de semana fomos para Durban, 570 km de Johannesburg.

Foi uma das estradas mais bonitas que conheci, ela cruza as montanhas de Drakensberg.

Fui com a Adriana Bittar e a Bettina Fiuza, uma fotógrafa amiga nossa.

Pegamos a estrada às 11h30 am e fomos parando em diversos lugares para fotografar, vale muito a pena.

A viagem de ida durou 7 horas e a de volta, resolvemos conhecer melhor Drakensberg, então pegamos outra rota em direção a Cathedral Peak que durou 9 horas simplesmente inesquecíveis.

Ficamos hospedados em um Holiday Inn próximo ao Gateway Shopping, em uma área nova de Durban, que gostamos muito.

Este shopping é muito completo com muitas lojas, restaurantes e agito noturno.

Em South Beach tem diversos piers, de onde os surfistas saltam no mar e um parque aquático filial do Sea World, o uShaka Marine World, um passeio muito legal.

Tem show com golfinhos, focas, pingüins e você pode mergulhar com tubarões a arraias.

Além disso tem um complexo aquático com piscinas e tobogãns.

 

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